ENAM: estatísticas de aprovação e o que os números revelam sobre a prova

Olá megeanos(as)!

Ao longo desses posts, a nossa proposta tem sido muito clara: ajudar você a entender o exame por inteiro. Já falamos sobre a origem normativa do ENAM, o cronograma da edição 2026.1, os requisitos de inscrição, o formato da prova e as matérias mais cobradas. Agora, chegou a hora de olhar para um ponto que pesa bastante na cabeça de qualquer candidato: afinal, quantas pessoas realmente conseguem passar no Exame Nacional da Magistratura?

Essa é uma pergunta que aparece cedo ou tarde para todo mundo que está nessa caminhada. Às vezes ela surge no meio de uma tarde de estudo, quando o cansaço bate e a insegurança aparece. Às vezes vem em uma conversa com colegas que também estão se preparando. E faz sentido que seja assim, porque entender os números do exame ajuda a colocar o desafio em perspectiva.

A resposta, quando a gente olha com atenção para os dados das quatro primeiras edições, é bastante reveladora. A taxa de aprovação do Exame Nacional da Magistratura caiu de 22,8% no ENAM I para 6,3% no ENAM IV! Em outras palavras, no último exame, de cada 100 candidatos presentes, apenas 6 saíram habilitados. Os outros 94 ficaram abaixo da nota mínima.

Esse dado não deve ser lido como um motivo para desânimo. Ele serve, antes de tudo, como um alerta estratégico. Quanto mais cedo o candidato entende o nível real de exigência do ENAM, mais cedo consegue abandonar a preparação genérica e começar a estudar com direção. É exatamente isso que vamos fazer neste artigo: transformar estatística em leitura prática da prova e da preparação!


Qual é a taxa de aprovação do ENAM em cada edição?

A taxa de aprovação do ENAM é calculada a partir da relação entre o número de candidatos habilitados e o número de candidatos presentes no dia da prova. Esse é o recorte mais fiel, porque usar apenas o total de inscritos pode distorcer a análise, especialmente em um exame que vem registrando abstenção relevante.

No ENAM I, realizado em abril de 2024, aproximadamente 32 mil candidatos compareceram à prova. Desses, 7.310 foram habilitados, o que representou uma taxa de aprovação de 22,8%.

No ENAM II, em outubro de 2024, foram cerca de 23 mil presentes e aproximadamente 4.870 habilitados. A taxa caiu para 21,2%.

No ENAM III, aplicado em maio de 2025, compareceram 21.299 candidatos. Apenas 3.888 foram habilitados, o que levou a taxa para 18,3%.

Já no ENAM IV, realizado em outubro de 2025, 19.403 candidatos fizeram a prova e cerca de 1.224 conseguiram a habilitação. O percentual despencou para 6,3%, o menor desde a criação do exame.

Somando as quatro edições, o país chegou a aproximadamente 17.292 candidatos habilitados. É um número relevante, mas que ainda cresce em ritmo lento quando comparado à demanda nacional por novos magistrados.


Por que o ENAM IV teve só 6,3% de aprovação?

Essa foi, sem dúvida, uma das perguntas mais feitas depois da divulgação do resultado do ENAM IV. E ela merece uma resposta séria, porque entender o que aconteceu ali ajuda bastante quem está se preparando para o ENAM V.

A queda de 18,3% para 6,3% em apenas uma edição não parece ter uma causa isolada. O cenário aponta para uma combinação de fatores. O primeiro deles é o amadurecimento da própria prova. A FGV aprofundou o uso de questões contextualizadas, com situações concretas e cobrança mais aplicada. Isso torna o exame mais exigente para quem estudou de forma muito mecânica, apenas decorando artigos sem treinar interpretação e aplicação prática.

Além disso, houve um erro de gabarito no ENAM IV, o que também aumentou o debate em torno da dificuldade e da densidade técnica da prova. Mas a explicação não está apenas do lado da banca. Também é possível perceber uma mudança no perfil dos candidatos. O número de inscritos caiu ao longo das edições, saindo de cerca de 40 mil no ENAM I para 28.245 no ENAM IV.

Isso pode indicar que parte dos candidatos menos preparados deixou de participar. Ainda assim, mesmo entre os presentes, mais de 93% não atingiram a nota mínima. Por isso, a conclusão mais prudente é que o exame ficou mais seletivo e passou a exigir, com ainda mais força, preparação estruturada. O ENAM IV mostrou de forma muito clara que o exame não funciona como mera formalidade. Ele é, de fato, um filtro sério.


A prova ficou mais difícil ou os candidatos mudaram?

Os dois fatores parecem ter influenciado o resultado. De um lado, a prova ficou mais refinada na forma de cobrar. A FGV vem mostrando preferência por questões que exigem raciocínio jurídico, leitura atenta e articulação entre lei, jurisprudência e contexto prático.

De outro lado, o universo de candidatos também mudou. Com o passar das edições, o exame deixou de ser novidade e passou a ser encarado com mais realismo. Isso naturalmente altera o comportamento dos inscritos e até a decisão de comparecer ou não à prova.

Mesmo assim, quando a gente observa a taxa final de habilitação do ENAM IV, fica difícil sustentar que a queda decorreu apenas do perfil dos candidatos. O número de reprovados foi alto demais. A leitura mais consistente é que o ENAM vem consolidando um padrão de exigência técnica que não permite improviso.


Qual é o perfil dos aprovados no ENAM?

Os dados disponíveis sobre as edições anteriores ajudam a desenhar algumas características mais frequentes entre os candidatos habilitados. Aproximadamente 60% dos aprovados são homens. Além disso, a maioria possui algum tipo de pós-graduação.

Isso não significa, por si só, que ter pós-graduação garante aprovação. O ponto mais importante aqui é outro. Em muitos casos, a pós-graduação representa maior maturidade acadêmica, contato mais frequente com leitura jurídica densa e mais familiaridade com raciocínio aplicado. Tudo isso conversa diretamente com o tipo de prova que o ENAM cobra.

Em outras palavras, o exame parece favorecer candidatos que já desenvolveram certa maturidade de estudo e de leitura jurídica, ainda que isso possa vir por caminhos diferentes.


Quais estados apresentam as melhores médias no ENAM?

Historicamente, os estados do Sul e do Sudeste concentram as melhores médias no Exame Nacional da Magistratura. O Rio Grande do Sul registrou média de 72,59 pontos nas edições anteriores. O Paraná alcançou 71,22. São Paulo chegou a 70,93. Todos esses números ficam acima da nota de corte da ampla concorrência.

Esse dado merece uma leitura cuidadosa. Ele não aponta para uma diferença de capacidade entre candidatos de regiões diferentes. O que ele sugere, com mais força, é uma desigualdade de acesso a preparação de qualidade, materiais adequados e método consistente.

Quando a gente olha por esse ângulo, o dado deixa de ser apenas estatístico e passa a ser pedagógico. Ele mostra o quanto o acesso a direção e estratégia pode impactar o resultado final.


O que os números mostram sobre a preparação para o ENAM V?

Se existe uma mensagem central nas estatísticas das quatro edições do ENAM, ela é esta: preparação desorganizada não tem sido suficiente para superar a nota de corte. Os números reforçam que o candidato precisa estudar com método, fazer escolhas inteligentes de prioridade e entender o perfil da banca. O exame vem premiando menos a quantidade bruta de estudo e mais a qualidade da preparação.

O MEGE informa ter contribuído com 10.720 dos candidatos habilitados nas quatro edições, o que corresponderia a cerca de 61% de todos os aprovados no país. Ainda que esse seja um dado apresentado pela própria instituição, ele chama atenção e reforça uma percepção importante: candidatos que estudam com preparação dirigida e alinhada ao padrão da FGV tendem a performar acima da média geral.

Outro número que merece destaque é a abstenção. No ENAM IV, 31,3% dos inscritos não compareceram à prova. Esse percentual alto também comunica alguma coisa. Muitas vezes, a abstenção revela o candidato que chega perto da data do exame e percebe que não conseguiu construir a base necessária para competir. É um dado silencioso, mas bastante eloquente.

Para o ENAM V, com prova marcada para 7 de junho de 2026 e inscrições até 9 de abril, o tempo disponível ainda pode ser muito valioso, desde que usado com estratégia. Sessenta dias bem aproveitados podem representar uma diferença enorme no resultado.


Quantas pessoas têm certificado ENAM válido hoje?

Essa pergunta parece simples, mas a resposta exige um pouco mais de cuidado. O somatório bruto das quatro edições chega a cerca de 17.292 habilitados. Só que isso não significa que todos esses certificados estejam válidos ao mesmo tempo.

O certificado do ENAM tem validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação por mais dois, conforme a regulamentação aplicável. Isso significa que os habilitados no ENAM I, realizado em abril de 2024, chegaram em 2026 no limite do prazo original de validade. Já os aprovados nas edições seguintes ainda têm certificados com vigência em curso, a depender da data da aprovação e das regras de renovação.

Na prática, o que esse cenário mostra é que existe hoje uma camada crescente de candidatos habilitados aguardando a abertura de concursos nos tribunais. E isso torna o ambiente ainda mais competitivo nas fases posteriores, como discursivas, sentença e oral.

Por isso, passar no ENAM é uma etapa fundamental, mas não pode ser vista como ponto de chegada. O exame abre a porta, mas a caminhada na magistratura continua exigindo base sólida, constância e preparo de longo prazo.


Os números do ENAM deixam uma lição muito clara para quem está olhando com seriedade para a magistratura. O exame se tornou mais seletivo. A taxa de aprovação caiu de forma expressiva. A margem para improviso é pequena. E a preparação genérica, sem método e sem alinhamento com o estilo da FGV, tem se mostrado insuficiente.

Ao mesmo tempo, os dados também mostram algo importante: quem entende cedo o tamanho do desafio consegue se posicionar melhor. Estatística, nesse contexto, não serve para assustar. Serve para orientar.

Saber que apenas 6,3% passaram no ENAM IV não deve paralisar ninguém. Deve, isso sim, levar o candidato a tratar o ENAM V com a seriedade que ele exige. No próximo artigo da série, vamos avançar para um ponto totalmente prático: como montar um cronograma de estudos eficiente para os dias que restam até a prova.

Bons estudos e até o próximo post!


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