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STF: validade de cotas raciais em concursos públicos é prorrogada por mais 10 anos

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O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão crucial para a continuidade das políticas de ação afirmativa no Brasil, estendendo por mais dez anos a aplicação das cotas raciais em concursos públicos federais. Iniciada em 2014, essa medida afirmativa estava prestes a expirar, mas com a intervenção do ministro Flávio Dino, a reserva de 20% das vagas para candidatos negros foi mantida.

Esta ação reflete o compromisso do Brasil com normas internacionais contra o racismo e a discriminação, visando promover a igualdade de oportunidades no acesso a cargos públicos.

O STF estendeu por mais uma década a vigência das cotas raciais em concursos públicos. Inicialmente instituída em 2014, essa política afirmativa expiraria em 10 de junho. Contudo, o ministro Flávio Dino decidiu neste fim de semana pela continuidade da reserva de 20% das vagas nos concursos públicos federais para candidatos negros.

Em sua fundamentação, Dino argumentou que o compromisso do Brasil com a igualdade de oportunidades para todos os grupos sociais foi reforçado pela ratificação, via decreto em 2022, da Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância, que exige que o Estado brasileiro implemente políticas que promovam essa igualdade.

Esta determinação do ministro será mantida até que o Congresso Nacional finalize a votação do projeto que busca não só estender a duração dessas cotas, mas também aumentar para 30% a reserva de vagas para negros, indígenas e quilombolas. A proposta já passou pelo Senado e aguarda deliberação na Câmara dos Deputados.

Há, no entanto, algumas resistências, o que pode adiar a votação para o segundo semestre. Sem essa extensão por parte do STF, o sistema de cotas, incluindo no âmbito de concursos como o ‘Enem dos concursos’, poderia enfrentar desafios legais. Assim, a reserva de 20% das vagas em concursos públicos federais para candidatos negros, quilombolas e indígenas foi reafirmada por decisão dominical de Flávio Dino.

Portanto, a extensão das cotas raciais por mais uma década pelo Supremo Tribunal Federal reafirma o compromisso do Brasil com a justiça social e a igualdade de oportunidades. Esta decisão não só garante a continuidade de uma política crucial de inclusão, mas também estabelece um marco importante na luta contra a discriminação racial no país, assegurando que as ações afirmativas permaneçam como uma ferramenta essencial para o avanço social e a representatividade no serviço público.

 

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