O Exame Nacional da Magistratura, tão conhecido por ENAM, chegou à sexta edição com um histórico que nenhum preparatório para o exame pode ignorar. O MEGE acompanhou todas as edições desde o início, não apenas como curso, mas como observador sistemático do comportamento da FGV. O resultado acumulado desse trabalho está em números precisos: mais de 14.684 aprovados no ENAM e mais de 8.800 aprovações homologadas em Magistratura, Ministério Público e Defensoria Pública em concursos de todo o país.
O que esses números revelam não é apenas volume. É a consistência de um método que se ajustou a cada edição com base no que a FGV cobrou, no que os candidatos erraram e no que mudou entre as provas. Este post documenta essa trajetória para que o candidato ao ENAM VI entenda o que está por trás dos materiais que vai usar.
Do ENAM I ao IV consolidou o padrão adotado da FGV
O ENAM I foi um exame pioneiro no formato nacional de seleção para a magistratura. A FGV foi escolhida como banca, mas o padrão dela para um exame especificamente de magistratura em âmbito nacional ainda não estava consolidado. A distribuição de temas foi mais heterogênea do que nas edições seguintes, com peso expressivo em Direito Constitucional e questões de Processo Civil com abordagem mais procedimental do que interpretativa.
O MEGE acompanhou o ENAM I com análise detalhada das questões após a prova. O objetivo não era apenas comentar o gabarito. Era mapear quais premissas a banca adotou, quais enunciados usou como pegadinhas e onde o candidato médio errou. Esse mapeamento inicial foi a base sobre a qual as edições seguintes foram construídas.
Entre o ENAM II e o ENAM IV, o padrão da FGV ficou mais prevísível. Três tendências se consolidaram: preferência por legislação seca com interpretação sistemática em Direito Constitucional e Civil, cobrança de jurisprudência consolidada do STJ em Processo Civil, e questões de Direito Penal com foco em teoria geral do crime, tipicidade e concurso de pessoas.
A FGV também estabeleceu um padrão de distratores em Direito Civil que se tornou marca registrada: enunciados que parecem corretos porque citam o artigo certo com interpretação levemente deslocada, ou que aplicam a regra geral quando o enunciado pede a exceção. O candidato que reconhece o artigo mas não domina a interpretação consolidada pela doutrina majoritária marca o distrator sem perceber. Esse padrão se mantém até hoje.
O MEGE identificou essas tendências a partir do ENAM II e as incorporou ao material das edições seguintes. Os resumos e questões passaram a ser construídos com êmfase explícita nos pontos onde a FGV costuma explorar a ambiguidade, com alertas sobre os distratores mais frequentes por disciplina.
O ENAM V e o salto nas aprovações
O ENAM V consolidou o formato atual: 80 questões, 5 horas, distribuição proporcional por matéria conforme o edital. Nessa edição, o MEGE registrou o maior volume de aprovações entre todas as edições anteriores.
Dois fatores explicam esse resultado: o banco de dados acumulado de quatro edições permitiu previsões mais precisas sobre temas prioritários, e os materiais de reta final foram ajustados com base no feedback de candidatos das edições anteriores sobre quais pontos foram mais cobrados e onde o estudo havia sido insuficiente.
Direito Constitucional no ENAM V concentrou questões sobre direitos fundamentais, controle de constitucionalidade e organização dos Poderes, exatamente os temas de maior incidência histórica. Processo Civil explorou o cumprimento de sentença e a fase de conhecimento com abordagem mais detalhada do que nas edições anteriores. O MEGE havia identificado essa tendência de aprofundamento e preparado materiais específicos para esse perfil de prova.
O que o MEGE preparou para o ENAM VI ?
O material do MEGE para o ENAM VI foi construído com base em cinco edições anteriores, o banco de dados mais completo que qualquer preparatório para o exame dispõe hoje. A análise cobre não apenas quais temas foram cobrados, mas a proporção de questões por subtema dentro de cada disciplina, o tipo de enunciado preferido pela FGV e a evolução do nível de dificuldade ao longo das edições.
O Café com ENAM VI é a turma estruturada para essa preparação. Com aulas ao vivo a partir do dia 19 de outubro até a véspera da prova em nosso canal do YouTube, o curso cobre as oito matérias do edital com proporção ajustada ao peso de cada uma: Constitucional recebe mais atenção do que Empresarial porque vale 16 questões contra 6. Os materiais de cada disciplina destacam explicitamente os temas de maior incidência histórica na FGV e os distratores que a banca mais usa.
Para quem quer acompanhar as aulas ao vivo de forma gratuita antes de decidir, o MEGE transmite conteúdo pelo YouTube a partir do dia 19 de outubro.
Caso queira acessar a turma completa, com materiais, banco de questões comentadas e acesso ao histórico das cinco edições anteriores do ENAM, e se preparar com a melhor equipe do Brasil, é só clicar no banner abaixo:
Por que o histórico de aprovações importa para o seu estudo ?
Um curso com 14.684 aprovados no ENAM acumulou informação que nenhum material genérico tem. Cada candidato aprovado é também uma fonte de dados sobre o que funcionou: quais temas foram decisivos, quais questões foram as mais difíceis, quais estratégias de reta final fizeram diferença. Essa informação retroalimenta o método de forma direta, não como dado motivacional, mas como dado técnico que orienta o que entra e o que sai dos materiais de cada nova edição.
As mais de 8.800 aprovações homologadas em concursos de Magistratura, Ministério Público e Defensoria confirmam que o mesmo método funciona além do ENAM. O candidato que estuda para o ENAM VI com o MEGE não está apenas preparando para o exame nacional. Está construindo a base técnica que vai sustentá-lo nas provas estaduais que vierem depois, em qualquer carreira jurídica que decidir seguir.
O ENAM VI acontece em 29 de novembro de 2026. As inscrições para a turma Café com ENAM VI estão abertas aqui!
Edição por edição: o histórico completo do ENAM
| Edição | Mês e ano do exame | Número de Inscritos | Número de Habilitados | Taxa de aprovação (sobre inscritos) |
|---|---|---|---|---|
| ENAM I (2024.1) | Abr/2024 | 39.855 | 7.315 | 18,35% |
| ENAM II (2024.2) | Out/2024 | 33.147 | 4.878 | 14,71% |
| ENAM III (2025.1) | Mai/2025 | 28.851 | 3.880 | 13,44% |
| ENAM IV (2025.2) | Out/2025 | 28.249 | 1.411 | 5% |
| ENAM V (2026.1) | Jun/2026 | 31.546 | 5.479 | 17,36% |
| TOTAL | – | 161.648 | 22.963 | 14,20% |
Somadas as cinco edições, o total de habilitados pelo ENAM no Brasil é de 22.963 candidatos. Desse universo, o Curso MEGE responde por 14.684 aprovados, o que representa mais de 64% do total histórico de habilitados desde que o exame foi criado. A fonte usado é do site da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM). Para verificar basta clicar aqui!
O desempenho dos alunos do MEGE nas cinco edições do ENAM
Os números gerais de aprovação do ENAM revelam o comportamento do exame como um todo, mas há um recorte mais preciso para quem quer entender o que separa quem passa de quem não passa: o desempenho dos candidatos que estudaram com uma preparação estruturada.
Desde a primeira edição, o MEGE registrou os resultados de seus alunos em cada exame. A tabela abaixo consolida o número de megeanos aprovados e a taxa de aprovação interna em cada edição:
| Edição | Megeanos aprovados | Taxa de aprovação |
|---|---|---|
| ENAM I | 3.754 | 54% |
| ENAM II | 3.379 | 71% |
| ENAM III | 2.684 | 69% |
| ENAM IV | 903 | 64% |
| ENAM V | 3.964 | 72% |
| Total | 14.684 | 64% |
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Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com passagem pela advocacia e editor-chefe do Blog do Curso MEGE desde 2022. Integra a equipe do MEGE há mais de oito anos, acompanhando de perto a evolução dos concursos das carreiras jurídicas e a jurisprudência dos tribunais superiores. No blog, coordena a produção de conteúdo sobre editais, jurisprudência e estratégias de estudo para concursos da Magistratura, Ministério Público, Defensoria Pública e demais carreiras.




