Olá, megeanos(as)!
Este é o nono artigo da nossa série especial sobre o ENAM V aqui no Blog do MEGE. Ao longo dos últimos textos, construímos juntos um panorama completo do exame, desde sua base normativa até as estratégias mais práticas de preparação. Agora, a conversa avança para um ponto decisivo: o que vem depois do ENAM?
Essa é uma pergunta importante. Afinal, estudar para o ENAM sem enxergar o destino final da caminhada pode enfraquecer a motivação ao longo do processo. O exame é a porta de entrada, mas o que realmente sustenta o esforço diário é a visão clara da carreira que existe depois dele.
Até aqui, já falamos sobre o que é o Exame Nacional da Magistratura, como funciona o cronograma da edição 2026.1, quem pode se inscrever, como a prova é estruturada, quais matérias têm mais peso, o que os números de aprovação revelam, como organizar os estudos e quais padrões da FGV merecem atenção.
Agora, chegou a hora de olhar para o caminho completo até a magistratura. Quais são as etapas do concurso? Quais oportunidades estão abertas ou em andamento em 2026? Quanto ganha um juiz substituto? E o que mudou nas regras do CNJ para quem quer ingressar na carreira? É isso que vamos responder logo abaixo!
Quais são as etapas para se tornar juiz no Brasil?
O caminho até a posse como juiz substituto é longo, técnico e bastante estruturado. Não se trata de uma seleção simples, nem de um processo curto. A magistratura exige preparação em fases sucessivas, cada uma com desafios muito próprios.
Hoje, o ENAM funciona como a etapa inicial dessa trajetória. Ele é o filtro nacional de habilitação. Sem a aprovação no exame, o candidato não consegue ingressar nos concursos da magistratura.
Depois da habilitação no ENAM, o candidato passa a poder se inscrever nos concursos organizados pelos tribunais. A estrutura desses concursos, de forma geral, segue o modelo previsto na regulamentação do CNJ e costuma envolver cinco grandes etapas: prova objetiva seletiva, provas escritas, inscrição definitiva, prova oral e avaliação de títulos.
As provas escritas normalmente incluem questões discursivas e provas práticas de sentença, em áreas como cível e criminal. Já na fase de inscrição definitiva, entram exigências como sindicância da vida pregressa e social, exames de sanidade física e mental e avaliação psicotécnica. Depois disso, o candidato ainda enfrenta a prova oral e, ao fim, a análise de títulos.
Na prática, isso significa que passar no ENAM é essencial, mas representa apenas o começo. As etapas seguintes exigem outro nível de aprofundamento, especialmente em escrita jurídica, capacidade argumentativa, técnica decisória e maturidade emocional.
O ENAM substituiu os concursos da magistratura?
Não. Esse é um ponto que ainda gera confusão entre muitos candidatos. O ENAM não substituiu os concursos da magistratura. O cargo de juiz substituto continua sendo preenchido por meio do concurso realizado por cada tribunal. O que mudou foi a criação de uma etapa prévia e obrigatória de habilitação nacional. Em outras palavras, o candidato precisa ser aprovado no ENAM para poder disputar os concursos dos tribunais.
Na prática, o exame passou a funcionar como uma porta de entrada comum a todos os ramos da magistratura. Mas a seleção completa continua sob responsabilidade dos tribunais, que mantêm competência para organizar as demais fases do certame.
Existe, contudo, uma possibilidade importante. O CNJ autorizou os tribunais a utilizarem o ENAM em substituição à própria prova objetiva, desde que isso esteja previsto no edital. Isso mostra que o exame, além de ser requisito de acesso, também pode impactar diretamente a forma como alguns concursos serão estruturados.
Quais concursos de magistratura estão abertos ou previstos em 2026?
O cenário de 2026 é bastante relevante para quem deseja ingressar na magistratura. O texto-base destaca que o biênio 2025-2026 concentra um número expressivo de concursos abertos ou em fase avançada de preparação, o que torna o momento especialmente estratégico para quem conseguir a habilitação no ENAM V.
Entre os exemplos citados, está o concurso do Tribunal de Justiça da Bahia, com 100 vagas imediatas para juiz substituto, organização da FGV e subsídio inicial de R$ 31.975,77. O texto também menciona o concurso do TRF2, com 27 vagas imediatas e subsídio inicial de R$ 37.756,55. Em ambos os casos, a habilitação válida no ENAM aparece como requisito para participação.
Isso torna o momento muito oportuno. Para o candidato que passa no ENAM e já está construindo uma preparação séria para as fases seguintes, a janela de aproveitamento pode ser imediata.
Quanto ganha um juiz substituto no Brasil?
A remuneração é, naturalmente, um tema que desperta atenção. E com razão. A preparação para a magistratura exige investimento de tempo, energia e, muitas vezes, reorganização completa da rotina. Saber o que a carreira oferece ajuda o candidato a avaliar o custo-benefício desse projeto de longo prazo.
Segundo o texto-base, o salário inicial de um juiz substituto no Brasil costuma variar entre R$ 30 mil e R$ 35 mil mensais, a depender do tribunal e da esfera. Na Justiça Federal, o valor informado é de R$ 37.765,55. Já em tribunais estaduais, os valores citados incluem R$ 31.975,77 no TJBA, R$ 35.877,27 no TJMG e R$ 34.083,14 no TJSP.
Além do subsídio, o texto também lembra que podem existir verbas indenizatórias e auxílios previstos na legislação de cada tribunal, como auxílio-saúde, auxílio-alimentação e outras parcelas acessórias.
Mais do que o valor em si, o que esses números mostram é que a magistratura continua sendo uma carreira de alta atratividade, tanto pelo aspecto financeiro quanto pela relevância institucional e pela estabilidade.
O que mudou nas regras do CNJ para os concursos da magistratura?
Nos últimos anos, o regramento dos concursos da magistratura passou por mudanças importantes. Para quem quer ingressar na carreira, entender esse cenário normativo é parte da preparação.
O texto destaca três atualizações relevantes. A primeira é a Resolução CNJ nº 657/2025, que ampliou as ações afirmativas e incluiu os quilombolas entre os grupos com nota de corte diferenciada no ENAM. A segunda é a Resolução nº 631/2025, que vedou a coincidência de datas entre concursos de magistratura de diferentes tribunais. A terceira é a Resolução nº 666/2025, que trouxe avanços nas regras para candidatos com deficiência, ao reconhecer o atestado médico permanente como documento hábil para comprovação.
Essas mudanças mostram que o ambiente dos concursos está em constante atualização. Por isso, acompanhar as normas do CNJ não é um detalhe burocrático. É parte da estratégia de quem quer evitar surpresas e compreender com precisão as regras do jogo.
Vale a pena investir na carreira da magistratura em 2026?
Essa é uma pergunta que merece honestidade. A preparação para a magistratura não é simples. Ela exige constância, método, tempo e disposição para enfrentar um percurso longo. Não é uma carreira para quem busca resultados imediatos ou uma caminhada sem renúncias.
Ao mesmo tempo, o cenário de 2026 é bastante promissor. O texto mostra que o biênio 2025-2026 reúne boas oportunidades, com concursos em movimento em diferentes regiões do país, remuneração inicial elevada e uma janela concreta para quem conseguir a habilitação no ENAM V.
Para quem realmente deseja a magistratura, o exame de 7 de junho de 2026 não é apenas mais uma prova. É o primeiro passo de um ciclo que pode se transformar em posse nos próximos anos. E para quem ainda não começou a estudar com seriedade, a mensagem final do texto continua muito atual: ainda há tempo, mas esse tempo precisa ser usado com método.
Quando o candidato entende o que existe depois do ENAM, a preparação ganha outro sentido. O exame deixa de ser visto apenas como uma prova difícil e passa a ser enxergado como parte de um projeto maior. Um projeto que envolve etapas exigentes, sim, mas que também pode levar a uma das carreiras mais sólidas, respeitadas e atrativas do serviço público jurídico.
Em 2026, esse caminho está especialmente vivo. Há concursos em andamento, mudanças normativas importantes, oportunidades concretas e uma demanda real por candidatos preparados.
Por isso, estudar para o ENAM com seriedade hoje é, ao mesmo tempo, preparar-se para uma prova e construir acesso a uma carreira inteira. Bons estudos e até o próximo post!
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