Defensor Público, Defensoria Pública
O professor Rafael Magagnin (Defensor Público no Estado do Rio Grande do Sul), apresenta aspectos relevantes para a escolha pelo cargo de Defensor Público neste artigo.
“A opção que se fez pela Defensoria foi vocacional, porque é própria de pessoas que fazem do Direito mais que um meio de vida, talvez a mais bela razão de viver”.
Essa frase, oriunda do Ministro Carlos Ayres Britto, foi a escolhida na prova da Tribuna por grande parte dos candidatos do IV concurso para ingresso na carreira da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, o qual prestei no ano de 2015, realizando o sonho de me tornar membro desta importante instituição no meu próprio Estado. Ela, para mim, talvez seja a melhor resposta ao questionamento acima. A escolha por fazer parte desta instituição passa pelo desapego, porque você sabe (ou deveria saber) que, muitas vezes, não vai ter o seu trabalho reconhecido; que vai ser visto como o “patinho feio” por outras instituições; ou então que, algumas vezes, o seu trabalho não surtiu efeito.
Apesar destes obstáculos, você vai perceber, na grande maioria das vezes, que de uma forma ou de outra você mudou a vida das pessoas; que você garantiu a elas o “sim”, talvez o primeiro que elas tenham recebido depois de percorrer por diversas instituições e órgãos públicos. Você vai perceber que, diversas vezes, recebeu um assistido desesperado, amedrontado ou até mesmo furioso em seu gabinete e conseguiu deixa-lo mais tranquilo, confiante e até mesmo mais resignado.
Essa mudança na vida das pessoas permite que evoluamos enquanto sociedade, afinal de contas, Thomas Hobbes já dizia que o homem não nasceu para viver só e que necessita da vida em sociedade para a sua própria sobrevivência. Sendo assim, a cada momento que conseguimos educar em direitos o(a) nosso(a) assistido(a) e conseguimos trazer um pouco de conforto a ele, também estamos mudando e evoluindo, como pessoa e como sociedade, e essa evolução é que acaba sendo fundamental para a nossa própria sobrevivência enquanto seres humanos que convivem em uma sociedade pautada por leis e pelo controle social primário e secundário.
A preparação para este cargo não é fácil. Diversos são os obstáculos, não apenas pela concorrência que é inerente a ele, pela realidade de cada fase do certame mas, principalmente, pelo direcionamento das provas de hoje em dia, que selecionam, com toda a razão, pessoas preparadas e identificadas com os posicionamentos da instituição.
Nossa missão é a de auxiliá-lo nessa preparação, trazendo a você a visão de outros(as) Defensores(as) Públicos(as) que já percorreram este caminho, que já erraram (muito) e acertaram (bastante) até alcançar a sonhada aprovação e que podem ensinar a vocês o caminho mais curto para se chegar lá. Como contrapartida, exigimos força de vontade e disposição para estarmos juntos, lado a lado, nesta jornada. Você topa?
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