Seguem as questÔes referentes ao estudo de 16/04.
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1. (CEBRASPE â MP-CE â 2020 â Promotor de Justiça de EntrĂąncia Inicial) Na hipĂłtese de haver duplo julgamento do mesmo fato, deve prevalecer o processo em que:
(A) o inquérito tiver sido instaurado primeiro.
(B) a denĂșncia tiver sido ofertada primeiro.
(C) a sentença for mais favoråvel ao acusado.
(D) a sentença transitar em julgado primeiro.
(E) a sentença for prolatada primeiro.
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RESPOSTA: DÂ
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O Superior Tribunal de Justiça decidiu que diante do duplo julgamento do mesmo fato, deve prevalecer a sentença que transitou em julgado em primeiro lugar, conforme Informativo 642 de 15/03/2019.
Cinge-se a controvĂ©rsia a definir qual sentença deve prevalecer na hipĂłtese da existĂȘncia de duas sentenças definitivas em açÔes penais distintas pelo mesmo fato. No caso em exame, a prevalĂȘncia da primeira decisĂŁo imutĂĄvel Ă© reforçada pela quebra do dever de lealdade processual por parte da defesa. Ainda que os documentos anexados aos autos permitam concluir que eles foram assistidos pela Defensoria PĂșblica nas duas açÔes penais â possivelmente, por profissionais distintos â, Ă© pouco crĂvel que, quando cientificados da segunda persecução criminal existente em seu desfavor, nĂŁo hajam informado a pessoa responsĂĄvel pela sua defesa que jĂĄ estavam sendo processados pelos mesmos fatos. A leitura da segunda sentença â proferida apĂłs o trĂąnsito em julgado da condenação â permite concluir que a duplicidade nĂŁo foi mencionada sequer nas alegaçÔes finais. Tudo leva a crer que, sabedora da dupla persecução criminal contra os rĂ©us, e que jĂĄ haviam sido condenados no outro processo a defesa prosseguiu na segunda ação e, ao ser exitosa, buscou a anulação do primeiro decisum na via mandamental. No ponto, deve-se destacar ser assente nessa Corte Superior o entendimento de que: âVige no sistema processual penal o princĂpio da lealdade, da boa-fĂ© objetiva e da cooperação entre os sujeitos processuais, nĂŁo sendo lĂcito Ă parte arguir vĂcio para o qual concorreu em sua produção, sob pena de se violar o princĂpio de que ninguĂ©m pode se beneficiar da prĂłpria torpeza â nemo auditur propriam turpitudinem allegansâ (RHC n. 77.692/BA, Rel. Ministro Felix Fischer, 5ÂȘ Turma, DJe 18/10/2017). Ademais, sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal entende que âdemonstrado o âbis in idemâ, e assim a litispendĂȘncia, prevalece a condenação imposta na primeira açãoâ (HC n. 69.615/SP, Rel. Ministro Carlos Velloso, 2ÂȘ Turma, DJ 19/2/1993) e que âos institutos da litispendĂȘncia e da coisa julgada direcionam Ă insubsistĂȘncia do segundo processo e da segunda sentença proferida, sendo imprĂłpria a prevalĂȘncia do que seja mais favorĂĄvel ao acusadoâ (HC n. 101.131/DF, Rel. Ministro Luiz Fux, Rel. p/ acĂłrdĂŁo Ministro Marco AurĂ©lio, 1ÂȘ Turma, DJe 10/2/2012). Com base nessas premissas, reconhece-se a prevalĂȘncia da primeira sentença transitada em julgado. (RHC 69.586-PA, Rel. Min. SebastiĂŁo Reis JĂșnior, Rel. Acd. Min. Rogerio Schietti Cruz, por maioria, julgado em 27/11/2018, DJe 04/02/2019).
Por conseguinte, a assertiva que elenca esse entendimento Ă© a letra âDâ, excluindo-se todas as demais alternativas como resposta certa.
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2. (FCC â 2018 â CĂąmara Legislativa do Distrito Federal â Inspetor de PolĂcia Legislativa) Considerando o entendimento sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça, a competĂȘncia para
(A) processar e julgar o crime de uso de documento falso Ă© firmada em razĂŁo da qualificação do ĂłrgĂŁo expedidor, nĂŁo importando a entidade ou ĂłrgĂŁo ao qual foi apresentado o documento pĂșblico.
(B) o processo por contravenção penal, quando praticada em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades é da Justiça Federal.
(C) o processo e julgamento dos crimes relativos a entorpecentes Ă© da justiça dos estados, salvo ocorrĂȘncia de trĂĄfico para o exterior, quando, entĂŁo, a competĂȘncia serĂĄ da Justiça Federal.
(D) processar e julgar os crimes praticados contra funcionĂĄrio pĂșblico federal, ainda que relacionados com o exercĂcio da função, Ă© da Justiça Estadual.
(E) o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino é da Justiça Federal.
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RESPOSTA: CÂ
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(A) Incorreta. SĂșmula 546-STJ: A competĂȘncia para processar e julgar o crime de uso de documento falso Ă© firmada em razĂŁo da entidade ou ĂłrgĂŁo ao qual foi apresentado o documento pĂșblico, nĂŁo importando a qualificação do ĂłrgĂŁo expedidor.
(B) Incorreta. SĂșmula 38 â STJ: Compete Ă Justiça Estadual Comum, na vigĂȘncia da Constituição de 1988, o processo por contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de bens, serviços ou interesse da UniĂŁo ou de suas entidades.
(C) Correta. SĂșmula 522 â STF: Salvo ocorrĂȘncia de trĂĄfico para o exterior, quando, entĂŁo, a competĂȘncia serĂĄ da justiça federal, compete Ă justiça dos estados o processo e julgamento dos crimes relativos a entorpecentes.
(D) Incorreta. SĂșmula 147 â STJ: Compete Ă Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra funcionĂĄrio pĂșblico federal, quando relacionados com o exercĂcio da função.
(E) Incorreta. SĂșmula 104 â STJ: Compete Ă Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino.
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3. (CESPE â 2020 â MPE-CE â Promotor de Justiça de EntrĂąncia Inicial) A ausĂȘncia da assinatura das testemunhas em relatĂłrio circunstanciado de busca e apreensĂŁo legalmente realizada pela polĂcia consiste em:
(A) Causa de nulidade relativa da diligĂȘncia realizada, que serĂĄ validada somente se as testemunhas forem ouvidas em juĂzo posteriormente;
(B) Mera irregularidade formal na diligĂȘncia realizada, nĂŁo sendo causa de nulidade;
(C) Causa de nulidade relativa da diligĂȘncia realizada, que serĂĄ validada somente se o advogado de defesa tiver comparecido na delegacia apĂłs a realização do ato;
(D) Nulidade absoluta, desde que a diligĂȘncia tenha sido realizada para atender procedimento da Lei de Combate Ă s OrganizaçÔes Criminosas;
(E) Causa de nulidade absoluta da diligĂȘncia realizada em qualquer tipo de procedimento penal.
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RESPOSTA: B
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Esse Ă© o entendimento da 5ÂȘ Turma do STJ. Vejamos:
âDe outra parte, tambĂ©m nĂŁo prospera a alegação de ilicitude das provas ocasionada pela falta de lançamento das assinaturas de duas testemunhas no auto circunstanciado de busca e apreensĂŁo (A QUESTĂO DISPĂE QUE FOI LEGALMENTE REALIZADA A BUSCA PELA POLĂCIA).
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Com efeito, por ser dispensada a expedição do mandado de busca e apreensĂŁo, em razĂŁo da situação de flagrĂąncia, tambĂ©m nĂŁo inexiste nulidade, por descumprimento do disposto no art. 245, § 7Âș, do CĂłdigo de Processo Penal.
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A respeito: âHABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. TRĂFICO ILĂCITO DE ENTORPECENTES. ALEGAĂĂO DE ILICITUDE DA PROVA, AUSĂNCIA DE MATERIALIDADE DO DELITO E NULIDADE DO LAUDO DEFINITIVO DE CONSTATAĂĂO DA SUBSTĂNCIA ENTORPECENTE. ILEGALIDADES NĂO EVIDENCIADAS. 1. Em casos de crimes permanentes, nĂŁo se faz necessĂĄrio a expedição de mandado de busca e apreensĂŁo, podendo, pois, a autoridade policial ingressar no interior do domicĂlio, a qualquer hora do dia ou da noite, para fazer cessar a prĂĄtica criminosa e, como no caso em questĂŁo, apreender a substĂąncia entorpecente que nele for encontrada. 2. Por ser dispensada a expedição do mandado de busca e apreensĂŁo, tambĂ©m nĂŁo hĂĄ de se falar em sua nulidade, por descumprimento do disposto no art. 245, § 7Âș, do CĂłdigo de Processo Penal. Ressalte-se, ademais, que a descrição da diligĂȘncia e a assinatura das testemunhas constam do auto de prisĂŁo em flagrante. 3. NĂŁo se vislumbra a nulidade do laudo definitivo de constatação da substĂąncia entorpecente. Pelo que se extrai de seu prĂłprio teor, bem como do consignado no acĂłrdĂŁo ora hostilizado, nĂŁo hĂĄ qualquer divergĂȘncia na data de sua realização. 4. Ordem denegada.â (HC65.215/MG, 5ÂȘ Turma, Rel. Min. LAURITA VAZ, DJ de 23/04/2007).â;
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