Seguem as questÔes referentes ao estudo de 19/04.
#euvouestudar
#maratonamege
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1. (CESPE â 2019 â Prefeitura de Campo Grande â MS â Procurador Municipal) Acerca dos direitos e das garantias fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988, julgue o item a seguir.
Entidade sindical constituĂda hĂĄ menos de um ano e sediada em municĂpio da Federação tem legitimidade para impetrar mandado de segurança coletivo a fim de garantir direito lĂquido e certo de seus filiados que tenha sido lesado por ato de autoridade da administração fazendĂĄria federal.
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RESPOSTA: CERTO
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Constituição Federal
Art. 5Âș [âŠ]
LXX â o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
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2. (Prova: CESPE â 2019 â DPE-DF â Defensor PĂșblico) Considerando as disposiçÔes da Constituição Federal de 1988 e a jurisprudĂȘncia do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito de agentes pĂșblicos, julgue o item a seguir.
Segundo o STF, o surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo de certame anterior cujo prazo de validade ainda não tenha terminado, em regra, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados no certame anterior fora das vagas previstas no edital.
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RESPOSTA: CERTO
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O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, nĂŁo gera automaticamente o direito Ă nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipĂłteses de preterição arbitrĂĄria e imotivada pela administração, caracterizada por comportamento tĂĄcito ou expresso do Poder PĂșblico capaz de revelar a inequĂvoca necessidade de nomeação do aprovado durante o perĂodo de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. (RE 837.311/PI, rel. Min. Luiz Fux, dezembro/2015).
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3. (CEBRASPE â MP-CE â 2020 â Promotor de Justiça) Durante prisĂŁo em flagrante de Paulo pelo cometimento de crime de homicĂdio, policiais analisaram os registros telefĂŽnicos das Ășltimas ligaçÔes no aparelho celular dele e identificaram o nĂșmero de outro envolvido, Pablo, que foi acusado de ser o possĂvel mandante. ApĂłs a prisĂŁo de ambos, a defesa de Pablo impetrou habeas corpus, sob o argumento de que os policiais haviam violado o direito fundamental de sigilo das comunicaçÔes de dados, estabelecido no inciso XII do art. 5.Âș da Constituição Federal de 1988 (CF) â âXII Ă© inviolĂĄvel o sigilo da correspondĂȘncia e das comunicaçÔes telegrĂĄficas, de dados e das comunicaçÔes telefĂŽnicas, salvo, no Ășltimo caso, por ordem judicial, nas hipĂłteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penalâ.
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Quanto Ă extensĂŁo da proteção conferida pelo referido dispositivo constitucional na situação hipotĂ©tica em apreço, assinale a opção correta, Ă luz da jurisprudĂȘncia do STF.
(A) A apreensão dos dados armazenados caracteriza violação do sigilo de comunicação de dados.
(B) Não houve violação do direito ao sigilo das comunicaçÔes telefÎnicas.
(C) As provas decorrentes da anĂĄlise policial sĂŁo inadmissĂveis, segundo a teoria do fruit of the poisonous tree.
(D) A anålise empreendida pelos policiais caracteriza interceptação telefÎnica, logo dependia de prévia autorização judicial.
(E) Houve violação do direito fundamental ao sigilo das comunicaçÔes telefÎnicas.
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RESPOSTA: B
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O sigilo tutelado pela norma do art. 5, inciso XII da Constituição Federal (comunicação de correspondĂȘncia, telegrĂĄfica, de dados e telefĂŽnica) engloba o fluxo de dados (comunicação dinĂąmica) e nĂŁo os dados em si, jĂĄ armazenados (comunicação estĂĄtica).
Assim, em geral, prevalece que a autoridade policial, durante o flagrante, possui poder requisitório para acessar dados telefÎnicos como agenda eletrÎnica e registros de ligaçÔes (histórico de chamadas), independentemente de autorização judicial.
Tal situação nĂŁo viola o sigilo protegido pela norma constitucional, e nĂŁo compreende interceptação telefĂŽnica, que se refere ao acesso Ă fluĂȘncia das comunicaçÔes (comunicaçÔes em andamento) e Ă© protegida pela clĂĄusula de reserva de jurisdição. Pela mesma razĂŁo, nĂŁo se trata de prova ilĂcita.
OBS: a situação seria diferente se os policiais tivessem acessado o Whatsapp do flagranteado, conforme art. 7, III da Lei 12.965/2014 (Marco Civil da Internet) e jå decidido pelo STJ (RHC 51.531-RO e RHC 67.379-RN).
INCORRETAS, portanto, as alternativas A, C, D e E, e CORRETA a alternativa B.
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